guariba


uma esquina no sertão do piauí



Escrito por amaral às 23h55
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

turma 2



Escrito por amaral às 23h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

nosso cenário



Escrito por amaral às 23h51
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

turma 1



Escrito por amaral às 23h50
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




erácles 14 anos

 

esse e outro garoto da mesma idade, formam o que chamaria de, uma promessa de liderança na comunidade.

aí mais uma vez o toá se sobressai.



Escrito por amaral às 20h30
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

conceição 18 anos

 

materiais como a tinta acrílica também foram experimentados sem fastiio, com vemos nessa, digamos, árvore de natal.

ou seria um cogumelo de natal?



Escrito por amaral às 20h28
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

gilsamária 12 anos

 

o que esta rosa-negra estaria dizendo a este irredutível coração?



Escrito por amaral às 20h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




pintura, em guaribas

 

 

 

 

O Trabalho artístico é tão antigo quanto a própria civilização, seu reconhecimento como fator de educação é que é relativamente recente. Platão talvez tenha sido o primeiro filósofo a preconizar um sistema de educação baseado na atividade artística, acreditava que o indivíduo poderia e deveria ser educado através da arte. Arte é uma expressão legítima de um tipo de personalidade que conduz o indivíduo a opinar sobre o mundo, criar e apreciar símbolos, mitos fantazias, enfim a experiência estética conduz o indivíduo a um jogo dialético e psíquico através das tendências individuais encaminham-se a formação do gosto, estimula a inteligencia contribuindo para a formação da personalidade sem a preocupação única de formação de artistas, em contraposição à antiga acepção em que a obra de arte teria de ser um produto bem acabado, segundo padrões clássicos, elaborado por aqueles que tenham tendência ou jeito.

O homem deve ser educado para chegar a ser o que é, ou seja, cada um nasce com determinadas potencialidades, de valor positivo para ele própio e que seu destino adequado consiste em desenvolver tais potencialidades, dentro de uma sociedade que permita uma variedade infinita de tipos. A educação numa sociedade democrática se resume no desenvolvimento daquilo que cada ser humano possui de individual e a realiza plenamente com reciprocidade social.

Para o professor que tem em mãos a tarefa de conduzir indivíduos a tais objetivos sobra-lhe uma esperiência gratificante. Raríssimas vezes estive tão perto da expressão pura, pouquíssimas foram as experiências estéticas que me causaram tão boa impressão. Os alunos desta oficina de tão heterogênea formação, a princípio trouxe-me uma preocupação: como conduzir pedagogicamente um grupo de alunos de oito a vinte anos de idade? A primeira e óbvia atitude seria dividir em duas turmas. Os alunos de oito a treze anos  receberiam materiais leves e práticos como cera e lápis de cor, levando-se em consideração a atividade motora e a expressão ainda pura, longe dos resquícios de interferência de conceitos e preconceitos do mundo adulto.

Para os alunos de quatorze a vinte anos, cuja atividade motora possibilita materiais mais complexos, como a pena e o pincel, utilizaram essas ferramentas com tintas convencionais e pigmentos naturais utilizados por artezãos da própria comunidade, como a tabatinga e o toá; arenitos a base de óxido de ferro e calcário. Visto que nessa faixa etária alguns já se encontravam em avançado estágio de envenenamento estético, ou seja, já haviam sido contaminados pelos conceitos estéticos impostos pelo fundamentalismo científico, fruto da racionalidade, preceitos renascentistas de que pelo qual a obra de arte é entendida como uma grande e complexa equação. Alguns já se envergonhavam de seu próprio desenho, perderam a confiança e a segurança de sua própia expressão. A tarefa de recuperar e trazê-los de volta à expressão pura, aquela que os meninos da primeria turma ainda tinham latente e em franca atividade, foi alcançado sem grande dificuldade, graças ao empenho e dedicação dos mesmos, atitude que com certeza não encontraria em outra comunidade que não em Guaribas.

 

antônio amaral, artista plástico



Escrito por amaral às 08h12
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

adelcione, 18 anos

 

 

esse é o toá, uma pedra ocorrente nessa região cujo as variações  em torno de ocre e vermelhos, diferenciam-se dos pigmentos convencionais. esse desenho de indiscutível personalidade é sem dúvida a reveleção de um artista latente.

 

 



Escrito por pebantoin às 00h29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

naiara 8 anos

 

essa é a prova de que a criança é um artista nato.



Escrito por pebantoin às 00h28
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

eva dias / pastel oleo

 

essa senhora de 53 anos "loiceira", (termo usado para aqueles que trabalham com o barro) desde criança, foi a grande revelação. uma artista pronta com linguagem própria e maturidade estética.

 



Escrito por pebantoin às 00h26
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

 

elizâgela, 12 anos

 

eis uma prova do inusitado. uma expressão de invejável beleza



Escrito por pebantoin às 00h21
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

joelton, 16 anos

 

esse aluno ficou anônimo até os últimos dias quando foi assolado pela euforia estética e produziu, entre esta, outras belas pinturas.



Escrito por pebantoin às 00h20
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 

eldirene, 19 anos

 

essa moça deslocava-se de muito longe para assitir às oficinas. a explicação é obvia: talento



Escrito por pebantoin às 00h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




 idelmara, 17 anos

 

mai uma vez o toá, executado com maestria, espontaneidade e a mais sincera e exata expressão.

 



Escrito por pebantoin às 00h17
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  UOL - O melhor conteúdo
  BOL - E-mail grátis
Votação
  Dê uma nota para meu blog